estes dias...hoje notei que sou medíocre. não sou estudioso. não sou um gênio. enfim, não sirvo pra nada. eu gostaria que alguem me informasse pra quê eu sirvo.
estava andando, e ficava me perguntando porque eu fui ficar tão folgado e tão burro. pois bem, aí eu pensei "não importa, importa é fazer o que gosto". me senti muito bem após esse instante. um peso foi retirado do meu corpo. mas ainda irei batalhar pra me tornar inteligente. não sou bom em exatas. não sou bom em humanas. não sou bom em biológicas.
sabe, eu preciso parar de me preocupar com os outros, se eles são melhores que eu em algo...dizem-me que cada ser humano é diferente dos outros, e que cada um tem naturalmente características próprias, como tempo de aprendizagem, facilidades com assuntos, etc. eu sou eu.
e sabeis? eu estava preocupado com o fato de que não levo tantas coisas tão a sério. como para decidir o que irei fazer. eu não planejo as coisas muito para posterior. muitas coisas podemd ar errado durante o caminho. mas eu pensei que isso era uma desvantagem para mim. eu não sabia planejar. então fiz umas tentativas de tentar planejar as coisas. pois quem sabe eu levando a vida mais a sério, correndo para alcançar o que quero, tendo mais adrenalina, eu não iria me divertir, e de quebra conseguir mais coisas?
pois bem, tentei. a conclusão? é que eu fico muito irritado e estressado quando as coisas não dão certo, após me esforçar. e eu realmente não apreico irritação e estresse. e eu non curto ficar preocupado com as coisas. eu tenho um professor atualmente, de mecânica clássica. ele é bahiano. ele tem fama de ser bem folgado. e eu simpatizei com ele. sabeis? o que eu queria mesmo na vida é poder deitar numa rede e ficar olhando as árvores, ouvindo música, e pensando...isso é o que eu quero. nada mais me é necessário. somente tempo pra poder pensar tudo o que quero. nada muito grande, somente a calma e reflexão sobre a "realidade" que eu vejo. quero simplesmente aproveitar a vidinha...e poder pensar como ela é. o que ela é. e depois que eu sei mais sobre mim, eu iria provavelmente fazer experimentos com a realidade (para contrapôr com com os meus experimentos imaginários) e verificar como "funciona" a realidade.
errata acá: sobre a lorelei ter comentado que acha terrivelemtne errado o que acho sobre l'amour. é o que eu considero para mim. é a conclusão que eu cheguei. o que escrevi se refere somente ao que eu quero. errei ao colocar lá num tom de sugestão (a sugestão de que sigam o conselho) aos leitores. o que escrevi se refere somente a mim.
eu sempre tive o sonho de ser um auto-suficiente. um lobo-solitário que sobrevive sozinho e vive o mundo sem interferência dos outros. um wolverine. ou um garfield. o que escrevi é só uma faceta do meu sonho.
11 outubro, 2008
05 outubro, 2008
04 outubro, 2008
ahn...hora de propaganda..
bem, a pedido do meu pai, tenho de fazer campanha política pro meu tio. eu sei, sinto-me meio mau por fazer isso, afinal eu fico de saco cheio de propagandistas políticos, mas é uma atividade comum quando meu pai era jovem, ele fazia campanhas. era uma época que a juventude e outros faziam comícios...meu pai faqla dessa época com certa nostalgia (talvez pelo fato de ele ter mais energia e ter muita coisa pra fazer ainda. atualmente acho que ele conseguiu muito do poder que ele poderia querer (professor de facul e uns anos atrás o responsável pela pós-graduação e pelas coisas do seu setor na faculdade. atualmente ele só quer se aposentar.
sabem, é mais excitante tudo quando você ainda está lutando pra conquistar coisas; talvez por isso adultos falem com nostalgia de sua época de jovens. talvez tenha um ar mais...de sonho. de quem não conhece toda burocracia da vidinha adulta. de quem ainda não definiu sua vida numa carreira. a maioria dos meus amigos já optaram por uma área onde trabalhar, mas ainda somos jovens suficientes para mudar de curso ou de área; acho que quando eu tiver oportunidade vou dar uma de mochileiro, antes de ter de trabalhar toda semana [apesar que eu já faço isso no laboratório de física,e estudando na física/ ou deveria estar fazendo isso]).
bem, continuando, eu não queria ter de faze-lo. afinal, faculdade de física não deveria ser lugar pra propaganda política, no meu ver. afinal, tem muitos colegas meus que vão dando importância a política e seguem por caminhos tiranos, ou de que consideram as discussões políticas, e os plenários (que acho que são mais orgias que plenários, apesar de não ter ido a nenhum) mais importantes que estudos. laro, discutir com alguem sobre visão política do mundo é divertido, você fica lá falando pra impor sua visão de mundo. é realmente divertido, deve de soltar adrenalina. o problema é quando as pessoas da faculdade querem fazer paralisia de aulas e por isso se impõem aos outros alunos que querem ter aula, fazendo barbatuques e batuques. tudo tem sua hora. até aqui eu tenho me referido ao caso da greve de 2007 da usp, de quando uma minoria queria paralisar o instituto de física, enquanto os professores e pós-graduandos continuavam seus trabalhos (pós-graduandos têm de continuar seus trabalhos mesmo em situações como essas, se não perdem financiamento pro projeto ou whatever ou sei lá quê; mas professor já tem estabilidade profissional para fazer paralisias ou pra copiar trabalhos de outrem [caso szanto, que parece ser verdade que ele copiou cosas; e casos de outros mais famosos, como mostrado no filme...'quebrando a banca'). para impor a paralisia, los otros colocaram carteiras de estudo nos corredores que davam pras salas de aulas e pras salas dos professores, e ainda ficaram batucando durante aulas.
no caso os bichinhos que cuidam dessas coisas, muitos são vinculados a partidos políticos. um dos bichinhos que mais aparecem na comissão de frente na física por exemplo, repetiu muitas matérias, e continua repetindo.
meu pai diz que no tempo dele mais jovens se empenhavam nisso. mas que ele defendia que quem fosse ser líder disso deveria ter em todas as matérias notas boas, para que o líder não precisasse usar o sistema a seu favor. essa é uma das coisas que meu pai diz.
bem, voltando ao candidato a vereância, ele fez faculdades de matemática, advocacia, engenharia, e atualmente está a fazer de pedagogia. eu confio o suficiente nele (pelo que ouvi de conversas dele com meu pai; e por ele ser filho de um dos homens que mais respeito nesta vida, pela visão filosófica e política) a ponto de eu votar nele.
info do candidato:
Kowa Iha - 45145
podecaste dello (se é que se chama isso assim, não sei): http://www.estadao.com.br/vereadordigital/vereador-pagina.php?c=45145
blog dele: http://www.bitomi.com/blog/?page_id=2 (se olharem no lado direito da página, tem dados sobre ele.
sabem, é mais excitante tudo quando você ainda está lutando pra conquistar coisas; talvez por isso adultos falem com nostalgia de sua época de jovens. talvez tenha um ar mais...de sonho. de quem não conhece toda burocracia da vidinha adulta. de quem ainda não definiu sua vida numa carreira. a maioria dos meus amigos já optaram por uma área onde trabalhar, mas ainda somos jovens suficientes para mudar de curso ou de área; acho que quando eu tiver oportunidade vou dar uma de mochileiro, antes de ter de trabalhar toda semana [apesar que eu já faço isso no laboratório de física,e estudando na física/ ou deveria estar fazendo isso]).
bem, continuando, eu não queria ter de faze-lo. afinal, faculdade de física não deveria ser lugar pra propaganda política, no meu ver. afinal, tem muitos colegas meus que vão dando importância a política e seguem por caminhos tiranos, ou de que consideram as discussões políticas, e os plenários (que acho que são mais orgias que plenários, apesar de não ter ido a nenhum) mais importantes que estudos. laro, discutir com alguem sobre visão política do mundo é divertido, você fica lá falando pra impor sua visão de mundo. é realmente divertido, deve de soltar adrenalina. o problema é quando as pessoas da faculdade querem fazer paralisia de aulas e por isso se impõem aos outros alunos que querem ter aula, fazendo barbatuques e batuques. tudo tem sua hora. até aqui eu tenho me referido ao caso da greve de 2007 da usp, de quando uma minoria queria paralisar o instituto de física, enquanto os professores e pós-graduandos continuavam seus trabalhos (pós-graduandos têm de continuar seus trabalhos mesmo em situações como essas, se não perdem financiamento pro projeto ou whatever ou sei lá quê; mas professor já tem estabilidade profissional para fazer paralisias ou pra copiar trabalhos de outrem [caso szanto, que parece ser verdade que ele copiou cosas; e casos de outros mais famosos, como mostrado no filme...'quebrando a banca'). para impor a paralisia, los otros colocaram carteiras de estudo nos corredores que davam pras salas de aulas e pras salas dos professores, e ainda ficaram batucando durante aulas.
no caso os bichinhos que cuidam dessas coisas, muitos são vinculados a partidos políticos. um dos bichinhos que mais aparecem na comissão de frente na física por exemplo, repetiu muitas matérias, e continua repetindo.
meu pai diz que no tempo dele mais jovens se empenhavam nisso. mas que ele defendia que quem fosse ser líder disso deveria ter em todas as matérias notas boas, para que o líder não precisasse usar o sistema a seu favor. essa é uma das coisas que meu pai diz.
bem, voltando ao candidato a vereância, ele fez faculdades de matemática, advocacia, engenharia, e atualmente está a fazer de pedagogia. eu confio o suficiente nele (pelo que ouvi de conversas dele com meu pai; e por ele ser filho de um dos homens que mais respeito nesta vida, pela visão filosófica e política) a ponto de eu votar nele.
info do candidato:
Kowa Iha - 45145
podecaste dello (se é que se chama isso assim, não sei): http://www.estadao.com.br/vereadordigital/vereador-pagina.php?c=45145
blog dele: http://www.bitomi.com/blog/?page_id=2 (se olharem no lado direito da página, tem dados sobre ele.
03 outubro, 2008
cetáceo
deu vontade de escrever (talvez seja conseqüencia da encheção de saco). talvez o tema se deva ao fato de que quando jovem eu era, eu tinha de fazer natação, e sempre que eu ficava nadando lá eu imaginava tubarões nadando em minha direção. eu sempre tentava nadar rapidamente pras bordas. talvez por isso eu tenha me tornado bem rápido quando nadando. ou pode ter sido uma criação de minha mentinha após ler hoje sobre a história de moby dick, e da sua continuação (li que era baseado numa cosa verídica, nó sé) no jornal.
uma grande orca me pega e me mata. já viram uma orca matando um pinguim ou uma foca? a orca me pega assim mesmo e me mata. eu nado ali no meio, não vejo o que está em baixo d' mim. olho o horizonte e só tem uma infinidade de água donde se vê nada amis.
só sinto um puxão pelos pés. e vou mergulhando, até que subo de volta puxado pelos meus pés quebrados. nem sinto os pés, só sinto todo o empuxo. uma grande confusão que dura parcos segundos. a água arde nos meus olhos. só consigo ir sentindo diversas coisas, o meu equilíbrio se mexendo de um lado pro outro, sinto o mundo ir pra cima e ir pra baixo e ir pro lado e pro'utro. até que sou jogado pra fora da água. e me noto rodopiando no seco, quando vejo uma bocarra em baixo de mim. uma boca grande, bem grande onde cabem homens, uns dois. tem uma péle brilhante negra. a parte de baixo é de uma brancura assustadora. lembra um pouco do início de uma criação do universo, em estilo spilbergueriano. e vou caindo, o ser vai se aproximando gradativamente. parece um grande tempo caindo, e pouco tempo é. e fito o monstro cara a cara, momentos antes de ser mordido e fagocitado pelo bichim.
aí vejo flahs de luz e flahs de luz, e sinto umas dores não tão fortes quanto eu imaginava que seriam se eu tivesse o corpo esmigalhado. (no caso ela me mordeu no tronco, com a cabeça dentro da bocarra) e vejo negritude dentro dela. não sinto cheiro, só tento pegar os dentes do bicho e tentar segurá-los, mas logo lembro que elas têm uma mandíbula mui forte (obviamente) e logo fico me debatendo de jeitos alternativos. vomito e sinto um gosto forte de ferro. e aí? posso fazer algo agora? o quê faço? o que eu poderia fazer?! o desespero, como completo caos, me faz pensar em nada útil. só o simples desespero e o medo de saber que a situação ocorre na minha vida real. vou perdendo os sentidos do meu braço direito (sou destro), até não senti-lo mais fazendo qualquer movimento. vou esquecendo da minha vida e do em torno. voltei ao negro. só sinto pequenas mordiscadas em todo o corpo. sinto um baque na cabeça. pára... não sou nada não faço nada não sinto nada não penso em nada.
um monge do outro lado do mundo imaginário sente o mesmo do que sinto no final meu.
uma grande orca me pega e me mata. já viram uma orca matando um pinguim ou uma foca? a orca me pega assim mesmo e me mata. eu nado ali no meio, não vejo o que está em baixo d' mim. olho o horizonte e só tem uma infinidade de água donde se vê nada amis.
só sinto um puxão pelos pés. e vou mergulhando, até que subo de volta puxado pelos meus pés quebrados. nem sinto os pés, só sinto todo o empuxo. uma grande confusão que dura parcos segundos. a água arde nos meus olhos. só consigo ir sentindo diversas coisas, o meu equilíbrio se mexendo de um lado pro outro, sinto o mundo ir pra cima e ir pra baixo e ir pro lado e pro'utro. até que sou jogado pra fora da água. e me noto rodopiando no seco, quando vejo uma bocarra em baixo de mim. uma boca grande, bem grande onde cabem homens, uns dois. tem uma péle brilhante negra. a parte de baixo é de uma brancura assustadora. lembra um pouco do início de uma criação do universo, em estilo spilbergueriano. e vou caindo, o ser vai se aproximando gradativamente. parece um grande tempo caindo, e pouco tempo é. e fito o monstro cara a cara, momentos antes de ser mordido e fagocitado pelo bichim.
aí vejo flahs de luz e flahs de luz, e sinto umas dores não tão fortes quanto eu imaginava que seriam se eu tivesse o corpo esmigalhado. (no caso ela me mordeu no tronco, com a cabeça dentro da bocarra) e vejo negritude dentro dela. não sinto cheiro, só tento pegar os dentes do bicho e tentar segurá-los, mas logo lembro que elas têm uma mandíbula mui forte (obviamente) e logo fico me debatendo de jeitos alternativos. vomito e sinto um gosto forte de ferro. e aí? posso fazer algo agora? o quê faço? o que eu poderia fazer?! o desespero, como completo caos, me faz pensar em nada útil. só o simples desespero e o medo de saber que a situação ocorre na minha vida real. vou perdendo os sentidos do meu braço direito (sou destro), até não senti-lo mais fazendo qualquer movimento. vou esquecendo da minha vida e do em torno. voltei ao negro. só sinto pequenas mordiscadas em todo o corpo. sinto um baque na cabeça. pára... não sou nada não faço nada não sinto nada não penso em nada.
um monge do outro lado do mundo imaginário sente o mesmo do que sinto no final meu.
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