09 Fevereiro, 2010

arquivo de músicas

http://www.youtube.com/watch?v=jM4nNNzV2ag&feature=related
herman hermits - listen people

http://www.youtube.com/watch?v=p8jJ1ORIOes&feature=fvw
procol harum - a whinter shade of pale

http://www.youtube.com/watch?v=K2c6eo9RrJ8
keane - perfect simmetry

http://www.youtube.com/watch?v=Z39UViwn1kU
lily allen - don't get me wrong

http://www.youtube.com/watch?v=U1uTt32Hnco&feature=fvw
queen - love of my life

http://www.youtube.com/watch?v=BAzOvL9__Bg&NR=1
100 classics of rock

27 Janeiro, 2010

palavrões

imaginei que o último post ficaria parecido com os conteúdos do La Cantadora. estou pensando em algum jeito para reverter a nossa situação mental, marina. devia ter pensado nisso antes. não tinha percebido isso em mim antes. na verdade porque eu estava ocupado com outras qüestões mais urgentes.

estava latente em mim a vontade de desistir.
hipóteses de como reverter esse desejo de desistência: talvez ler um daqueles livros de auto-ajuda, em que eles dizem coisas sobre como é legal ser épico. talvez eu precise de cheerleaders.

falando em desistir, sempre outros humanos conseguem nos frustrar, ou nos deixar completamente desesperados, com raiva, e por aí vai. devido a essas pessoas eu gostaria de colocar mais um item na lista de direitos humanos. o direito de poder mandar alguem 'se fuder', sem eu correr risco de represálias. é urgente como a gente sente essa vontade de expressão na hora de emoções fortes. queria saber como as pessoas suportam não falar isso. será que suportam do mesmo jeito que eu? ou serão mais eficazes? uma parábola boa para o sentimento de vontade de mandar alguem ir se fuder é o de um vulcão entrando em erupção. vem de baixo em mim um calor, que vai subindo. eu tenho que me segurar. se esse calor ultrapassar o limite do meu pescoço e chegar a minha testa eu não consigo mais me segurar e mando a pessoa ir se fuder. eu digo outras coisas além disso, do gênero 'odeio te', 'você é um filho da puta', etc.

um palavrão que eu gosto de usar é 'filho da puta'. no caso esse palavrão sempre foi meio que um tabu para as pessoas ao meu redor. então eu cresci com a idéia de que você só fala que alguem é filho da puta se você odeia a pessoa realmente. com esse palavrão eu não quero atingir a mãe da pessoa (apesar de as palavras quererem dizer isso). eu quero ofender apenas a pessoa. eu uso essa frase ('você/fulano é um filho da puta') como se fosse um grito que siginifca que você é um desgraçado. não vinculo o significado dessa frase ao sentido de que sua mãe é uma prostituta. simplesmente quero atingir a pessoa.
para mim essa frase que mais libera energia em mim. mas ainda não é suficiente. se eu odeio a pessoa eu tenho vontade de repetir muitas vezes que ela é uma filha da puta, ou que ela deveria ir se fuder.
mas ainda falta uma frase, magnânima, que mostre o quanto que eu odeio a pessoa.

eu lembro que uma professora de portugues minha disse em sala de aula que uma das palavras que ela mais gostava era "bunda". ela disse que gostava, pois você enche a boca para dize-la. é como se você a enchesse e liberasse pela palavra. funciona o mesmo comigo para 'filho da puta'. libero energia calorífica nessa frase. todo o calor que me vinha subindo pelo corpo é como se eu liberasse pela boca ao proferir tal coisa.

pois bem, é uma frase magnânima que ainda falta. uma que faça eu liberar toda a energia e todo sentimento de ódio se esvazie, com o sentimento de que eu xinguei aquela pessoa totalmente. que tudo o que fosse possível fazer para xingá-la eu tivesse feito, ao proferir tal frase.
a frase que faria esvaziar meu ódio, raiva. deveria haver outra ainda para o ressentimento. outra ainda para o sentimento de fracasso.

estou pensando em criar tais frases.

quantas coisas eu gostaria de dizer neste blog. mas aí seria pessoal demais. não me lembro a última vez que fui buscar apoio em amigos. acho que nunca fiz isso...não de ligar para uma pessoa e dizer "preciso de sua ajuda". mas agora noto como amigos são necessários nessas situações.

26 Janeiro, 2010

desistir

muitas vezes eu penso que sou um fracasso.
não o fracasso que os outros consideram, como bombar uma matéria, ou não ter um emprego. muito pior. eu considero que eu sou um fracasso naquilo que eu queria fazer ou ser. naquilo que eu considero.

nessas horas penso em desistir. em apertar um gatilho. (tudo bem. apertar o gatilho deve ser chato. deve ser mais legal nadar até o fundo do oceano, ou pular de um prédio)

por vezes eu imagino a vida que eu pdoeria estar levando. por vezes eu me deparo com alguem que tem uma personalidade muito interessante, ou que é muito perspicaz, ou qualquer coisa legal. e depois me vejo com minha vida atual. um mero estudante. que não aproveita a vida em sua totalidade. não faço aquilo que quero. por o que eu quero não quero dizer de poder ir a uma festa sem eu ter de dar satisfações aos meus pais. quero dizer por coisas que anseio para minha vida, não para o presente. sabe, eu quero aventuras. mas eu não tenho idéia de odne arranjar aventuras. ou eu não tenho a razão para me envolver numa aventura. eu posso muito bem achar a freqüencia dos carros de polícia, ver onde está tendo um tiroteio e entro lá no meio. é uma aventura. mas sem motivos. talvez o que eu queira é um motivo forte o suficiente para me impelir a algo. que não me faça desistir diante dos fracassos.