23 agosto, 2011

comentário

logo mais verei se termino os textos que comecei. os primeiros que comecei a levar mais a sério. gostaria que vocês criticassem as coisas se possível, rapaziada. só preu tentar evoluir e pá.
grazie

19 agosto, 2011

idéia de porque escrever

como ainda não terminei umas coisas, vá lá. colocarei aqui como sair. foi meu processo de pensamento hoje num intervalo entre cousas.

não queria dar crédito ao rainer maria rilke, sobre aspectos de escrita, mas tenho de admitir que preciso escrever. quando emoções ultrapassam os domínios da mente pra ter reflexos fisiológicos.
não entendia o porquê a necessidade de escrever.
escrever é como uma conversa íntima, entre seu personagem indagador, e seu poder analítico. o quê resulta em um desenvolvimento lógico, entre perguntas e raciocínios lógicos para respostas psicopatas (no sentido de sem intervenção emocional).
é tambem um jeito de ordenar logicamente os pensamentos.
vendo um pensamento, pela lógica você induz qual o próximo pensamento mais lógico pra seguir o caminho.
talvez para isso seja necessário limitar a velocidade de meus pensamentos a velocidade da minha escrita, e assim dê pra perceber, com mais tempo disponível os detalhes de cada idéia. como me sinto em relação a ela, e quais seus detalhes.
e então, nessa conversa interna é como se argumentasse com um monstro revolucionário interno, tentando acalma-lo com a lógica. poder pensar que existe uma justiça por trás dos eventos, que é uma justiça natural. uma causa cria aquela conseqüência.

16 agosto, 2011

segunda feira

tinha raiva, ainda do fato de que não conseguia se ater a suas morais.
faz-se sofrer, pois sua nova moral se baseia em seus erros passados.
mas ainda mantinha uns, que não tinha coragem de negar. ou a necessidade de negar. os quais tinha emocionalmente se ligado, pois são máximas que os próximos haviam lhe legado. não matarás, verás o próximo como um humano, ama teus progenitores, não coloque o cotovelo em cima da mesa, cuide dos teus próximos.

podia aconselhar milhões. inclusive, é bem mais fácil cuidar da vida dos outros. é mais fácil jogar the Sims.
tenho na minha mente o seguinte, se um dia nada der certo e eu me corromper, viro pescador. se isso tambem não der certo, monto uma boy band. se isso tambem não der certo, faço o pecado de fazer um livro de auto-ajuda no qual não mais acredito, e gasto todo o dinheiro, obtido desse pecado, com divertimentos escusos.

sofre, e sofre, e sofre. vamos lá, remix!

não veio nenhum manual de instruções, tinha que criar meu próprio objetivo na vida, o qual é inoficial. pirata. vindo de um folhetim; cujas origens remontam a idade média.

agora a partir deste ponto ele lembra. como se batesse de cara num muro, já que a situação o empurra contra o mesmo (não aquele do elevador. me refiro ao muro). hora de tomar uma decisão se não quiser fazer um remix de músicas emo na playlist. ele sabe que não vale entrar ali. ele, ele, ele, só sabe falar dele. na verdade sou eu mesmo. vale a tentativa de distanciar o protagonista, pra tentar ver a situação de modo mais claro e distanciando a vivência. dói menos. talvez seja mais prático. mas vamos ser sinceros...sou eu mesmo. e talvez vocês devessem saber. não sei porquê, mas acho que é melhor se souberem que sou eu. apesar de que todo tipo de arte é autobiográfico, por mais surreal que seja, vocês já sabem. até mesmo covers. biografias de terceiros tambem.

homens inexperientes se valem de auto mutilação para esquecer dores. já que não dá pra você ir lá e esbofetear umas pessoas, vamos bater em você mesmo, que foi um idiota.

você odeia a realidade. a realidade só é possível pois você está nela. todo homem, mesmo que inexperiente, crê naquela história de que uma árvore não caiu se não havia ninguem pra presenciar ou ser afetado pelo caimento.

foi assim que estrepei minha mão. foi assim que meu amigo conseguiu cortes nos braços. foi assim que minha amiga se humilhou na frente de todos.
foi assim que meu amigo se ressentiu com todos e se tornou um desconfiado. foi assim que cheguei ao niilismo amador.

13 agosto, 2011

01:49am

Tinha vontade de chorar. O que fez foi emudecer diante de um copo, modelo pra tomar rum, que continha água de torneira. Observou e assim admirou a transparência do copo, no seu formato. Transparência em si, e da água, não o transparecimento da toalha de mesa. Parecia um idiota.

Bruno disse ter superado seu problema com não ser especial (inclusive, gostei do nome que deram, aquele pessoal da usp. transtorno do protagonista. só não sabiam que transtorno significa outra coisa do que queriam dizer). mas eu duvido muito. aposto que não. inclusive mais, não creio em nenhum, absolutamente nenhum homem que diga que superou algo, ou que mudou algo em sí mesmo. acredito que apenas entopem seus egos de desculpas para se autoenganar e poderem viver felizes. e extremamente peculiar, como até mesmo os mais desconfiados acreditam nas próprias desculpas.

Classifico uns tipos de lágrimas, por experiênciar minha vida. Há as lágrimas que brotam por vergonha, por humilhação. O rosto fica quente e enrubesce, e como se o calor das bochechas expulsasse a água, as lágrimas saem, aumentando ainda mais sua humilhação por não conseguir se conter diante de demonstrações de força e superioridade. Como se admitisse a derrota daquele embate. Quem ainda não mostra lágrimas é porquê não se deixou convencer, como se guardasse para si um motivo para não se convencer com os argumentos do antagonista seu. Mas quando chora, é que percebe a veracidade da argumentação.
Outro tipo são as lágrimas evocadas. Você mais geme e grita e soluça do que derrama lágrimas. Você evoca as lágrimas com seus sons guturais, ou de respiração. É mais a ânsia de gritar em revolta desesperada. E as lágrimas parcas (comparadas com sua revolta) aparecem só pra completar seu estado emocional físico. Não é papel principal o das lágrimas nesse caso.
Tem ainda choro de emoções gratificantes. Alguém quebra a sua rudeza, sua casca impenetrável de emoções de outrem, racional e maquiavélica. Você não esperava, e entra umas dessas coisas, motivadas por ações. Talvez sumonam uma experiência da sua infância.
Ainda há essas, que são peculiares, são vamos chamar com o nome errôneo de lágrimas secas, pois não são lágrimas, pois não chegam a aparecer, mas você sente como se chorasse, e sente a vontade de chorar. São peculiares, porque podem ter um motivo, mas não aparecerem.
(Talvez ele esteja chorando pra demonstrar carência, como umas vezes lágrimas ditas egoístas são para pedir ajuda.
E se talvez for o sentimento infantil de começar a lidar com o mundo adulto? É complexo, e uma mente infantil é mais sensível. Não idiotizada e calejada como a dos já adultos.)
Parem de comparar-me a outras pessoas que já existiram! Eu não sou um humano, sou o qual chamam de Bruno, outro humano! Mesmo sem querer, suas vontades de banalizar emoções, como com medo de se fragilizarem de novo, de eu irromper pelas suas cascas, reviver aqueles seus momentos de vulnerabilidade completa, tentam classificar minhas emoções e reações como as emoções e reações de pessoas que já viveram em outra época que a minha, que eram outras pessoas! Minha vida é única. Mesmo que num tempo passado tenha tido alguém com mesmo genótipo e fenótipo que os meus, ainda ninguém vive o período ou o modo de vida que fui submetido e que interfiro.
Parte principal de sua revolta é que essas classificações interferiam em suas opiniões sobre si mesmo. Duvidava de suas emoções e se perguntava se tinha algo relacionado com o que propunham como classificação. E assim, sem querer enterrava parte das suas emoções, crendo que vivia outras. Por isso, em parte também por querer ser autêntico consigo mesmo, para saber o que quer para ter felicidade autêntica e original, se refugiava de outros. Na noite ou a maioria dorme, sem consciência, ou se entorpece com atividades coletivas, ou drogas. À noite era o único ser humano restante em seu Estado. E nem era um pária, pois não se considerava mais parte de sua espécie, apesar de ser. Fingia que a capacidade racional do humano superava corpos orgânicos. Mas bem, podia até ser considerado uma nova “espécie”. O único dessa nova sociedade, já que todos os que tinham potencial pra isso dormiam.
Que houvesse outros em situação semelhante em outros estados ou países, vivendo e sendo possível o contato via e-mail, não lhe eram aborrecimento mental nem lhe interessavam, pois cultura é algo mui de bairro.
Acho que Freud tem razão quando diz que pais são muito importantes na formação emocional de uma criança. Não entendo bem porquê alguém se preocupa com outros. Ou porquê pais se emotivam por causa de suas crianças.

Por vezes queria se livrar de toda ligação afetiva com outros. Pra não ter de lidar com os problemas da sociedade, e tomá-los como problemas tambem seus.

p.s. quem souber mais tipos de choro, coloca uma descrição nos comentários, ou só coloca o nome que você deu. quero classificar.